“Desmontando a Exposição Folclórica”

Quinta-feira, 04 de setembro de 2008

Querido diário,
Hoje na escola foi um tal de (des)... Se você não sabe, a professora explicou que o (des) é um prefixo que vem antes da palavra. Então antes de escrever eu fui ao dicionário e procurei qual era o “des” que combinava mais para marcar o final da exposição. Eu achei desarrumar, desarmar, desfazer, desmanchar, desarranjar. E sabe qual foi que combinou mais em minha opinião? Foi desmontar. No dicionário estava: “retira donde estava montado”. Você também concorda com isso não é? Tem tanta coisa diário! E para entregar os objetos de todas as pessoas que colaboraram com a exposição deu o maior trabalho. Só da minha professora era metade da exposição. Acho que ela desmontou a casa! Mas a dona Carminha também trouxe as fantasias da sobrinha dela para a maioria das crianças que participaram e também alguns dos objetos eram da irmã dela. Bom diário pelo o que eu percebi ela gosta de folclore e se você quiser alguma coisa emprestada é só consultar o “baú da dona Caminha”. Foi uma semana muito importante para todos nós. Aprendemos muitas coisas, mas tudo chega ao fim, e a exposição também... É uma pena, pois falar em folclore nos trouxe muitas recordações. E até mesmo nós, crianças, pudemos conhecer objetos, aprender histórias, músicas, lendas, artesanatos, brinquedos que nunca tínhamos visto. Você vai ver o antes e o depois. Ah! diário, algum ser folclórico: saci, mula-sem-cabeça, lobisomem ou sei lá o que se apoderou do corpo dos alunos. A prova disso é a minha classe. Parece que está tudo acabando. Começou com o Lucas que queimou a mão. Depois a Laura com febre, a Flávia machucou o pé, a Juliana com dor no estômago, o André vomitando, o Matheus trincou o pé e teve que engessar. A Aniely não está nem agüentando vir para a escola de tanto colher assinatura dos visitantes no livro de presença e a professora Carminha andou tanto de um lado para o outro que está com o pé direito inchado. Ainda bem que é o direito, se fosse o esquerdo daria mais azar! Mas como diria a dona Marta: “reza e entrega que passa!!”. E temos fé que tudo vai ficar bem...
Tchau,
Beijos e abraços desanimados e desmontados...
Larissa

P.S.:
Diário, acho que ainda vai levar vários dias para desmontar a exposição. Só a nossa classe já fez umas dez viagens ate o carro da professora Carminha...






“Recordações Memoráveis da Família do Diretor...”

Quarta-feira, 03 de setembro de 2008

Amado e adorado diário, como vai? Tudo bem com você?
Bom, vou falar da literatura de cordel que a nossa 4ª série ficou responsável. Nós fizemos um cartaz lindo com prendedores todos enfeitados para colocar na exposição folclórica e também expusemos um baú com vários livros.
O diretor Cláudio nos emprestou um livro que pertenceu ao pai de sua esposa Marisa, chamado “Meu livro de Cordel” de Cora Carolina e pediu para nossa professora Carminha tomar muito cuidado com ele. Sabe por quê? O livro possui uma dedicatória para o senhor Rubens Cabral de Oliveira, sogro do senhor Cláudio. E tem mais, a autora Cora Coralina fez um poema chamado “A Casa do Berço Azul” dedicado à família da dona Mariza, que possui um berço de ferro que parecia uma gôndola. O poema faz uma descrição da casa, das pessoas e cita o berço azul que lá existia. O diretor Cláudio contou para nós que o berço passa de geração a geração e também pertenceu a um de seus filhos. Com o tempo o berço foi se desbotando e sendo pintado de acordo com o gosto de cada um que o utilizava.
Querido diário, é uma história linda essa, você não acha? Eu vi como para a família do diretor é importante ter um berço que foi citado por Cora Carolina,uma escritora que faz parte da literatura brasileira. Ela viveu em Jaboticabal e por isso teve contato com a família da dona Marisa. No final eu vou mostrar a você uma foto do berço. A escola está tentando recuperar a memória das famílias dos alunos. Que todos contem suas historias para fazer parte do memorial. Eu acho que tudo isso que te contei nada mais é do que recordar um assunto muito agradável, principalmente para mim, que gosto de ler e escrever. A professora leu o poema para nós e ele é muito bonito.
Tchau diário.
Beijos e abraços com saudade do passado...
Isabela

P.S.: A dona Mariza esteve visitando a nossa exposição e a professora Daniela da 3ª série B fez uma brincadeira com ela com um secador de cabelos antigos.


A Casa do Berço Azul (Cora Coralina)

Dona Marcionilha e seu Chico Fiscal.

Era a casa deles.
Gostavam de flores, de vasos e de roseiras.
Um quintal muito grande de fruteiras fartas e escolhidas.
Criação de lebres e de coelhos, da meninada.
Gaiolas dependuradas.
Alçapões. Balanços pelos galhos.
Meninos brincando.
Meus e deles.
Passarinhos.
Frutas maduras pelos galhos, pelo chão.
Geração passada...

A Casa do Berço Azul...
Minha casa amiga...
De dois em dois anos, descia do alto da parede da despensa,
onde ficava ancorado o barquinho de uma nova vida,
prestes a chegar.
Vinha para aterra o pequenino barco.
Seu Chico tomava um pincel e uma lata de tinta
e repeintava o berço, sempre de azul. Renovava o pequeno colchão,
o pequeno travesseiro cheio de paina fina e nova.
Pela casa, panos macios, flanelas,
claros agasalhos, camisinhas, bordados delicados,
rendas, e sempre ela tricotando um xale de lã azul,
que mostrava sorrindo e feliz às suas amigas.

A liturgia foi assim, anos repetidos.
Apenas três vezes o berço mudou de cor:
Três meninas: Maria, Cacilda e Ercília.
Voltou ao azul: Wilson, Chiquinho e Válter.
Nunca se negaram àquela fecundidade modesta, tranqüila e consciente.

Bom Pai, boa Mãe, Bons amigos.
Minha gente!...
Voltei à velha cidade de Pinto Ferreira,
antiga fábrica de Nossa Senhora do Carmo de Jaboticabal,
no sabor antigo dos autos cartorários.

Antiga rua. Velhas casas.
Passei longa, silenciosa e atentamente,
perdida numa bruma pretérita.
Batia de porta em porta e perguntava:
"É aqui a Casa do berço Azul?"
"Não, não é esta".
Eu ficava sozinha, incerta.
Uma lágrima me dizia: "Não, não chora".

Uma jovem esposa no passeio.
Pesada e linda, numa veste solta.
"Minha jovem, será esta a Casa do Berço Azul?"
A jovem sorriu, olhou e não entendeu.
Nunca poderia me entender,
era imensa a distância que nos separava.
Adiante, uma senhora, cabelos grisalhando.
Perguntei: "Será esta a Casa do Berço Azul?"
"Não, não é aqui, nem ali, nem adiante, nem para os lados", disse ela.
"Não procures jamais o passado no presente.
Olha, sobe, vai caminhando, cruza ruas e avenidas.
Lá bem no alto, de onde se avista a cidade,
verás um portão largo, sempre aberto.
Entra.
Encontrarás construções diferentes,
pequenas e maiores.
Brancas, rosadas, escuras, tristes, floridas.
Silenciosas.
Numa rua estreita,
numerada como todas,
encontrarás adormecidos teus amigos,
juntos para sempre na morte como o foram na vida".

Longe, muito longe na distância,
ficou perdida para sempre
como sombra que se apaga, a Casa do Berço Azul.









“Encerramento da Semana Cultural Folclórica”

Terça-feira, 02 de setembro de 2008

Diário,
Hoje de manhã teve a exposição. Eu me vesti de Lampião. A roupa estava ridícula, mas estava da hora. Eu estava explicando o que era Literatura de Cordel. É que antigamente a literatura era cantada, mas com o tempo mudou e começaram a ser vendidas em feiras, em livros pendurados em cordão, por isso o nome “Literatura de Cordel”. À noite eu participei da apresentação teatral: “O caso do espelho”. Diário, você não vai acreditar no que eu vou dizer: hoje eu preparei a janta, na hora que eu fui colocar o macarrão no prato, me queimei com a água fervendo, aí tive que fazer a apresentação com a mão doendo assim mesmo, mas com a graça de Deus deu tudo certo.
Eu vou te contar em detalhes tudo o que aconteceu: hoje encerraram as atividades da semana cultural em nossa escola com teatros, duplas sertanejas e o grupo Alegria de Viver. Foram três peças de teatro: O macaco e a velha, A visita de Pedro Malazarte ao Sítio do Pica-Pau Amarelo com os alunos da 4ª série C junto com a professora Eliane Vizicato, e nós, da 4ª série A, apresentamos “O caso do espelho”, de Ricardo Azevedo, sob a orientação do Gustavo (nosso professor de teatro). Eu era o homem que não sabia quase nada, a Maria Eduarda a minha mulher, a Camila era minha sogra e a Natália era a vendedora. Nós estávamos muito engraçados e a platéia riu muito. A professora Eliane Cagnin da 4ª série D com seus alunos Yuri e Vinicius dramatizaram a lenda Macunaíma. Além dos teatros, a dona Laudelina do grupo Alegria de Viver, recitou e cantou “Meus tempos de criança”. Houve também a apresentação da dupla sertaneja Kleber e Juliano e do violeiro Mazinho.
Tudo o que aconteceu nessa semana também vai ajudar a escola a compor um “Memorial”.
Bom diário, por hoje é só. Você está ficando muito bem informadinho.
Tchau. Abraços culturais espelhados no folclore com muita memória.
Lucas

P.S.:
Lembre-se do caso do Espelho... Cuidado ao ver sua imagem refletida e não se assustar pensando que é um lobisomem... Brincadeira viu, tudo isso é folclore!
























“4ª A Visita a Exposição do Folclore”

Segunda-feira, 01 de setembro de 2008

Querido Diário,
Nossa semana está sendo uma “Semana Cultural Folclórica”, junto com atividades para compor o Memorial da Escola. A exposição está aberta todos os dias para a visitação dos alunos do Stélio e dia 02/09 será aberta à noite para toda a comunidade. Eu, como você está vendo, estou de baiana, representando uma parte da região Nordeste do Brasil todos os dias de manhã e à tarde. Mas diário, estou aprendendo muitas coisas, pois a nossa exposição está bem completa e mostra muita coisa que faz parte do Folclore. Tem objetos antigos, artesanatos como toalhas, tapetes, bonecas, quadros de madeira, vários tipos de brinquedos e muitos cartazes confeccionados por cada classe da escola. Tem provérbios, adivinhas, superstições, cantigas, lendas, frases de pára-choques de caminhão, literatura de cordel, etc. A nossa professora confeccionou duas pastas com tudo o que existe no folclore. Usamos a pasta para mostrar alguma coisa para alunos, professores e para cada um dos visitantes que comparecem na exposição. Hoje foi o dia da minha sala visitar a exposição e a professora Carminha explicou para nós tudo sobre Folclore. Também leu a lenda do Uirapuru. Até a Dona Marta foi lá com a gente. Agora diário,você vai ver cada cantinho da exposição em detalhes.
Bom diário, tchau. Amanhã alguém vem te contar sobre tudo o que aconteceu, pois as atividades acontecerão bonitinhas e prepare-se para ouvir muita coisa.
Um beijo com sabor de acarajé à moda baiana...
Natália

P.S.1: Ontem foi a abertura oficial da “Semana da Pátria”. A escola desfilou em frente à Prefeitura com a fanfarra, comandada pelos professores Jorge e Márcio.

P.S.2: A minha amiga Maria Eduarda me ajudou a escrever em você.










"4ª A Parabeniza a “Dama das Flores” - Prof. Cristiane"

Sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Querido Diário,
Você já sabe que a professora Cristiane adora flores, foi ela quem nos ajudou a plantar todas as florzinhas do Jardim Literário.
Ah! diário, aqui na escola o corre-corre está na moda você já ouviu várias vezes essas palavrinhas. Com toda essa correria de folclore ainda dá tempo de lembrarmos dos professores, e a professora Cristiane é uma delas. Está sempre colaborando com a nossa professora e também com toda a escola. Não preciso nem te falar que ela leva jeito para fazer as coisas, sempre tendo idéias para que tudo saia com perfeição. Esqueci de te falar, ela dá aulas para o primeiro ano A e a minha irmã está na classe dela. A Marina disse que eles estavam fazendo uma festa para a professora Cristiane. Logo que chegamos à escola todos cantaram para ela e cumprimentaram, só a minha professora que não sabe, por quê? Ela fingiu que esqueceu do aniversário e preparou uma surpresa para a Dona Cristiane. No final da aula a professora pediu para a Aliandra chamar a Dona Cristiane e seus alunos para tirar uma foto no local da exposição. Isso tudo só para disfarçar. Quando ela chegou com os alunos nós estávamos escondidos e começamos a cantar parabéns. Eu entreguei um vaso de flores em nome de toda 4ª A e da professora Carminha.
No cartão que a Dona Marta (nossa coordenadora bloguista e que tem manha de tecnologia fez) estava a própria que demos a ela de presente. A nossa professora fez um acróstico com o nome dela e ficou lindo! Acho que ela gostou, pois deu para perceber que ela ficou emocionada. No final eu vou mostrar o cartão e o acróstico para você.
Abraços e beijos perfumados...
Heloisa


Cada dia que passa
Renovamos a esperança
Imensa que existe
Somente em pessoas
Tão legais e sensíveis como você!
Isso significa:
Amizade, dedicação e carinho.
Nada melhor do que a boa convivência...
E saiba que todos nós amamos você.